Já aceitei o rumo do tempo
que certamente não volta
para mudar o que se foi
mas aceito o fato
de fazer diferente
tornar o trajeto mais simples
e de construir memórias
que serão testemunhas
de algo que pode ser belo.
''Ver na vida algum motivo pra sonhar, ter um sonho todo azul, azul da cor do mar.''
Já aceitei o rumo do tempo
que certamente não volta
para mudar o que se foi
mas aceito o fato
de fazer diferente
tornar o trajeto mais simples
e de construir memórias
que serão testemunhas
de algo que pode ser belo.
“E assim vou levando a vida. Sentindo e escondendo. Amando e negando. Sorrindo e enganando. Morrendo a cada dia que se passa.”— Fases da vida, Jadson. (via hifens)
Às vezes
cair
no próprio abismo
pode ser sinônimo
de rolar
um
f
e
e
d
Em pleno fim do evento,
me socorri
mas do lado de fora da ambulância
o som gospel reinava
enquanto o pé de dor latejava
pela picada
achei que ali, morri
o socorrista?
se tremia todo!
segurando a agulha, e pior, o riso
já eu, o grito e espanto
chamando duas pessoas de canto
para tampar o vão da porta
e me protegerem
da agulha e das mil cantadas
antiéticas
patéticas
e
alérgicas.
Duas horas da manhã,
três graus lá fora,
duas geminianas perambulando
e o Gramado verde
virou tapete
nessa bebedeira
de puro cansaço.
Servindo café
filtro as energias
das paredes que gritam arte
dando goles de esperança
nessa doce bebida
observando o retrogosto
de frustração
mas de puro encontro e admiração.
Ao degustar uma obra de arte
percebi que para digeri-la
não poderia ter
um coração de artista.
Um famoso gelado com suas cores subtraídas,
desprovidos de vida e carregando mil sabores de analogias:
sabor céu de chuva,
cinzeiro,
calçada de São Paulo,
concreto ou cimento…
Mostra como nós - apreciadores -
somos criativos ao extremo.
Que saibamos resinificar o que vemos, consumimos e o que aprendemos a digerir.
O cinza nunca foi tão colorido. Eu juro.
(obra: Escala de cinzas - João Loureiro)
Diz que continua a escolher o mesmo vagão
e que em sua rotina até deseja que o acaso
me coloque de frente para a sua porta preferida.
Eu digo que sei mesmo,
por isso mesmo,
nunca mais fui até lá…
Derretem
se molham
entrelaçam
perdem as horas
se viciam
e quando notam,
a noite já virou dia.
Uma pessoa tão formidável,
tão perfeita
que sabe muito bem sobre si,
dizendo até em voz alta
e bom tom
que é sim,
ele é,
perfeito
sem nem se olhar no espelho.
Num domingo qualquer, deixando o Universo me levar, me encontrei mais uma vez naquele sofá lar. Dessa vez, me aconchegando no desconforto da realidade. A dolorida realidade da vida: viver, crescer e tentar perdoar a nós mesmos. Tarefa árdua que exige força diária. Às vezes até acho que este é o tal desafio, propósito e objetivo da vida na Terra de todos os humanos: o perdão. Com isso, acabei me adentrando e ainda me encontro num local de escuridão que aos poucos e com o passar do tempo, ganhará Luz de aprendizados, caso eu permita enxerga-los. Eu sei que verei isso um dia com mais clareza. Só eu sei quantos outros fins já foram sentidos e sentados, ali. Esse doeu e permanecerá em mim para o resto da vida, pois somente a pena de morte faria com que essa dor se esvaia do meu peito que não perde ar, mas hoje, busca fôlego.
Já aceitei o rumo do tempo
que certamente não volta
para mudar o que se foi
mas aceito o fato
de fazer diferente
tornar o trajeto mais simples
e de construir memórias
que serão testemunhas
de algo que pode ser belo.
“E assim vou levando a vida. Sentindo e escondendo. Amando e negando. Sorrindo e enganando. Morrendo a cada dia que se passa.”— Fases da vida, Jadson. (via hifens)
Às vezes
cair
no próprio abismo
pode ser sinônimo
de rolar
um
f
e
e
d
Em pleno fim do evento,
me socorri
mas do lado de fora da ambulância
o som gospel reinava
enquanto o pé de dor latejava
pela picada
achei que ali, morri
o socorrista?
se tremia todo!
segurando a agulha, e pior, o riso
já eu, o grito e espanto
chamando duas pessoas de canto
para tampar o vão da porta
e me protegerem
da agulha e das mil cantadas
antiéticas
patéticas
e
alérgicas.
Duas horas da manhã,
três graus lá fora,
duas geminianas perambulando
e o Gramado verde
virou tapete
nessa bebedeira
de puro cansaço.
Servindo café
filtro as energias
das paredes que gritam arte
dando goles de esperança
nessa doce bebida
observando o retrogosto
de frustração
mas de puro encontro e admiração.
Ao degustar uma obra de arte
percebi que para digeri-la
não poderia ter
um coração de artista.
Um famoso gelado com suas cores subtraídas,
desprovidos de vida e carregando mil sabores de analogias:
sabor céu de chuva,
cinzeiro,
calçada de São Paulo,
concreto ou cimento…
Mostra como nós - apreciadores -
somos criativos ao extremo.
Que saibamos resinificar o que vemos, consumimos e o que aprendemos a digerir.
O cinza nunca foi tão colorido. Eu juro.
(obra: Escala de cinzas - João Loureiro)
Diz que continua a escolher o mesmo vagão
e que em sua rotina até deseja que o acaso
me coloque de frente para a sua porta preferida.
Eu digo que sei mesmo,
por isso mesmo,
nunca mais fui até lá…
Derretem
se molham
entrelaçam
perdem as horas
se viciam
e quando notam,
a noite já virou dia.
Uma pessoa tão formidável,
tão perfeita
que sabe muito bem sobre si,
dizendo até em voz alta
e bom tom
que é sim,
ele é,
perfeito
sem nem se olhar no espelho.
Num domingo qualquer, deixando o Universo me levar, me encontrei mais uma vez naquele sofá lar. Dessa vez, me aconchegando no desconforto da realidade. A dolorida realidade da vida: viver, crescer e tentar perdoar a nós mesmos. Tarefa árdua que exige força diária. Às vezes até acho que este é o tal desafio, propósito e objetivo da vida na Terra de todos os humanos: o perdão. Com isso, acabei me adentrando e ainda me encontro num local de escuridão que aos poucos e com o passar do tempo, ganhará Luz de aprendizados, caso eu permita enxerga-los. Eu sei que verei isso um dia com mais clareza. Só eu sei quantos outros fins já foram sentidos e sentados, ali. Esse doeu e permanecerá em mim para o resto da vida, pois somente a pena de morte faria com que essa dor se esvaia do meu peito que não perde ar, mas hoje, busca fôlego.
![]() Doce sonho azul.
''Ver na vida algum motivo pra sonhar, ter um sonho todo azul, azul da cor do mar.''
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